quarta-feira, 18 de maio de 2011

A catequese paroquial como um espaço humanizado e humanizante de comunhão eclesial

Há pouco tempo, a Conferência de Aparecida recordava a dimensão de comunhão dois discípulos missionários na Igreja, afim que a mensagem cristã seja mais credível pelo nosso testemunho de vida na comunidade paroquial. Esta comunhão que tem como fonte e referência o Deus-Trindade, torna-se concreta na busca de relações profundas com Jesus e, por meio d´Ele, com o Pai e o Espírito, e com todo as pessoas, vistas na sua dignidade humana.  

A formação dos catequistas ao discipulado missionário exige um reconhecimento da comunidade cristã, não como simples espaço de catequese e evangelização, mas como um espaço humanizado e humanizante, no qual as pessoas encontram “chaves” interpretativas de significados para o amadurecimento da fé e do ser cristão. “A vocação ao discipulado missionário é uma co-vocação à comunhão em sua Igreja. Não há discípulo sem comunhão. Diante da tentação, muito presente na cultural atual, de ser cristão sem Igreja e das novas buscas espirituais individualistas, afirmamos que a fé em Jesus Cristo nos chegou através da comunidade eclesial e ela «nos dá uma família, a família universal de Deus na Igreja Católica. A fé nos liberta do isolamento do eu, porque nos conduz a à comunhão»”[1]. Dentro disso, a formação dos catequistas há de priorizar uma das dimensões da evangelização que, de certo modo, colabora tanto a identificação de pertença religiosa como para o desenvolvimento relacional no ministério dos catequistas: a koinonia.

Convém, recordar aqui, que a priorização desta, não excluir as demais que estão coligadas reciprocamente, em vista da própria edificação da Igreja. “A Igreja é misterio de comunhão, que se reflete através de seus membros, com suas qualidades e limites, comunhão da Santíssima Trindade, que, por sua vez, se torna fonte da vida e missão da Igreja, seu caminhar e de seu fim último. Portanto de ser fiel a Deus e à pessoa humana”[2]. E é na comunidade e na equipe de catequética que os catequistas aprendem e desenvolvem a dimensão comunitária, na qual vivem o chamado e testemunham a unidade. Por essa imagem, podemos perceber que não é possível ser cristão e viver de forma individualista, fora da convivência comunitária. Quanto mais os catequistas que são pessoas de comunicação e capazes de construir comunhão.



Pe. Márcio Roberto dos Santos
Mestre em Catequese pela Univercidade Pontifícia Salesiana - Roma
Coordenador da Comissão Arquidiocesana de Catequese de Maceió-AL

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