terça-feira, 17 de maio de 2011

A pastoral catequética como “força motora” da comunidade cristã

A experiência religiosa cristã e o testemunho de vida evangélica na sociedade são condicionados muito pela catequese recebida. Por isso, a vida da comunidade cristã depende da catequese. “A catequese quer construir a comunidade e rendê-la viva”[1]. Na Nas origens do cristianismo, temos conhecimento que a catequese não nasceu das ciências teológicas nem da teologia pastoral, mas primeiramente do agir natural da Igreja e dos cristãos, isto é, a pregação do Evangelho em vista da conversão ao único e verdadeiro Deus e da fé em Jesus Cristo. “Essa faz essencialmente parte da preocupação de transmitir o Evangelho, formando uma nova geração de seguidores ou discípulos de Jesus cristo”[2].Para concretiza essa prospectiva, será necessário retornar a uma prática catequética impostada e pensada para um contextomarcado pelo  pluralismo religioso e ideológico, e além de fatores sociológico que dificultam o próprio agir da Igreja, rendendo a opção cristã católica como algo muito empenhativo e pessoal.

Para muitos catequistas está já bastante claro que a catequese é uma forma típica do agir da igreja e é isso que determina profundamente também o terreno de pesquisa catequética[3]. “A catecquese é um ato essencialmente eclesial. O verdadeiro sujeito da catequese é a Igreja que, continuadora da missão de Jesus Mestre e animada pelo Espírito, foi enviada a ser mestra da fé”[4].A pastoral catequética não pode ser vista como um pastoral entre outras, ela tem uma primazia singular devido a sua própria missão de forma e educar em Cristo Jesus todo o povo de Deus.

As reflexões depois do Concilio Vaticano II vem enriquecendo a consciência do povo de Deus sobre a importância da catequética para todas as pastorais da Igreja. Colocando como prioridades a atenção aos adultos e favorecendo um maior conhecimento da Bíblia, do Catecismo, da Igreja e a pessoa humana[5]. A catequese entra portanto na função central e prioritário da Igreja, enquanto é um aspecto indispensável e estrutural para se tornar cristãos[6]. No entanto, os catequistas hão de ter consciência também que a catequética é uma realidade científica, uma vez que é dinamizada pela riflexão do ser, do agir e do fazer catequese[7]. “O agir catequético é um dado constitutivo e permanente do agir da Igreja”[8].

E essa Igreja cresce e se trona viva quando passa de uma assistência pastoral “parternalista” àquela participativa; de um povo submisso a somente escutar a hierarquia àquele capaz de dialogar com essa, de modo maduro e construtivo. Em outras palavras, a catequese é um instrumento interessante e irrenunciável para a formação da mentalidade de paróquia como comunhão de comunidades ou comunidade de comunidades[9].

Pe. Márcio Roberto dos Santos
Mestre em Catequese pela Univercidade Pontifícia Salesiana - Roma
Coordenador da Comissão Arquidiocesana de Catequese de Maceió-AL



[1] Cf. PAGANELLI Rinaldo, Formare i formatori, 130.
[2] Cf. GEVAERT Joseph, Studiare catequética , a cura de Ubalde Montisci, Roma, LAS 2009, 10
[3] Cf. GEVAERT Joseph, Studiare catequética, 10.
[4] Cf. DGC, 78.
[5] Cf. SILVA Sérgio, A missão do catequista, 29.
[6] Cf. GEVAERT Joseph, Studiare catequética, 11.
[7] Cf. GEVAERT Joseph, Studiare catequética, 13.
[8] Cf. GEVAERT Joseph, Studiare catequética, 14.
[9] Cf. PAGANELLI Rinaldo, Formare i formatori, 130.

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